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Otoplastia

A alteração conhecida como orelha em abano pode causar desconforto e constrangimento já em tenra idade, inclusive com casos de bulling escolar. É uma condição herdada geneticamente, sendo comum a expressão: “ele tem as orelhas do pai”.

A otoplastia corrige as orelhas em abano, remodelando as cartilagens e retirando o seu excesso quando existe. A cirurgia dura de 1hora a uma hora e meia e não há necessidade de internação hospitalar, sendo o paciente liberado para casa no mesmo dia da cirurgia. A anestesia usada é a local com sedação, ou geral se associada a outros procedimentos.

O tratamento deste problema esta longe de ser considerado um “mero capricho” ou “excesso de vaidade”.

 

PERGUNTAS FREQUENTES:

 

1) A partir de que idade a criança pode ser operada?

Considera-se que aos três anos de idade a criança tenha 85% do desenvolvimento da orelha completo. Entendemos que a melhor idade é a quando a criança inicia o período escolar (hoje cinco a sete anos). Neste período, a criança já entende e, por vezes, já se incomoda com o problema. Ainda não ficou “traumatizada”, mas já tem entendimento de que passará por um processo para melhorar aquela aparência. Algumas vezes, pais ansiosos querem corrigir este problema antes desta idade. Antes disso, a criança não entende porque está sendo submetida ao procedimento e encara apenas como agressão. Isto pode dificultar a cooperação após a cirurgia (curativos, limpeza).

 

2) Qual a alteração existente nas orelhas em abano?

Na figura abaixo listamos as estruturas normais de uma orelha. A alteração mais comum encontrada na orelha em abano é a ausência ou “apagamento” da estrutura chamada “anti-hélice”, deixando “lisa” a parte interna da orelha. Outra alteração frequente é a cartilagem da concha muito grande, tornando a orelha mais aberta que os parâmetros normais.

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3) Como é feita esta cirurgia?

Fazemos uma incisão na parte de trás das orelhas e tratamos o que o caso necessita. Durante a cirurgia, é confeccionada através de pontos a nova anti-hélice, devolvendo os contornos naturais da orelha. Quando necessário, retiramos o excesso de cartilagem da concha, no intuito de permitir o fechamento da orelha.

Algumas pessoas têm o lóbulo da orelha (parte onde se pendura o brinco) projetado para frente. É possível amenizar este problema com pequenas variações na técnica tradicional.

 

4) Quais os cuidados no pós-operatório?

O cuidado com a higiene é essencial. No primeiro dia usamos uma faixa em toda a parte superior da cabeça no intuito de apenas conter o curativo. Entre 24 e 48h retiramos este curativo e usamos apenas uma faixa protegendo as orelhas (faixa similar a do tenista ou bailarina). A faixa tem intuito de proteger a área operada e evitar que a orelha seja manipulada antes do período mínimo para cicatrização. Seu uso é indicado por 30 dias, constantemente. Após 30 dias, utiliza-se apenas para dormir pelo próximo mês. Não é permitido que se durma sobre as orelhas.

 

5) Quais os riscos desta cirurgia?

É considera cirurgia de baixo risco, mas não é isenta de riscos. A parte de trás das orelhas pode acumular umidade e sujidades, aumentando o risco de infecções cirúrgicas. A cartilagem humana é a estrutura que confere rigidez à orelha. Ela não tem suprimento sanguíneo próprio e utiliza o suprimento da pele para sobreviver. Ou seja, caso a pele seja comprometida, a cartilagem debaixo dela sofrerá bastante. Além da infecção operatória, hematomas e assimetrias podem ocorrer. Aliás, é muito comum as orelhas apresentarem-se assimétricas antes da cirurgia. Estas assimetrias são atenuadas, mas raramente eliminadas.

Outra alteração menos grave, mas frequente, é de sensibilidade. É comum a sensibilidade tátil da orelha diminuir no pós-operatório inicial. Após alguns meses (em geral acima de seis meses), observamos recuperação total da sensibilidade. No entanto, não são incomuns alterações da sensibilidade a longo prazo.

 

6) É possível que a orelha volte a abrir depois da cirurgia?

Existe uma parcela de pacientes que podem apresentar algum grau de recidiva. Ou seja, as orelhas voltarem a abrir. Geralmente são orelhas “mais duras”. Quando isso ocorre, é possível e desejável realizar uma cirurgia complementar após o período de cicatrização (após 90 dias), para atingir o resultado almejado.

Trata-se de situação desagradável para ambos (paciente e médico), mas cuja ocorrência é perfeitamente possível. Estima-se que a taxa de recidiva média seja em torno de 5 a 10% dos casos.

Por fim, trata-se de um procedimento de baixo risco, período de recuperação curto e resultados muito animadores.