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Mamoplastia de Aumento

As mamas são a expressão máxima da feminilidade. Mas algumas mulheres, mesmo depois de 2 anos da primeira menstruação não apresentam bom crescimento mamário,  ou apresentam mamas de tamanhos diferentes, o que pode gerar preocupação. Outras mulheres, após amamentação ou menopausa, apresentam certa atrofia mamária, com queda e flacidez dos tecidos mamários.

A inclusão de prótese de mama também é uma das cirurgias mais procuradas atualmente. O sonho de ter mamas mais sensuais hoje poder ser a realidade de qualquer pessoa que tenha um planejamento financeiro adequado. A cirurgia aumenta o volume das mamas pequenas, melhora a simetria de mamas de tamanhos diferentes e em casos de mamas ptosadas (caídas) e flácidas também pode melhorar a flacidez, elevando as mamas e tornando-as mais firmes.

A cirurgia dura em media 1 a 3 horas e o period de internação, de 12 a 24h. A anesthesia pode ser peridural com sedação ou geral.

O retorno à vida social deve ser em cerca de 5 a 10 dias.

 

PERGUNTAS FREQUENTES:

1) A partir de que idade posso realizer a cirurgia?

O ideal é que a paciente tenha menstruado há 2 anos ou mais. Casos de pacientes de 15 a 18 anos devem ser avaliados individualmente.

 

2) As cicatrizes ficam muito aparentes?

Tentamos colocar as cocatrizes em sulcos naturais para ficarem mais escondidas. O sulco inframamário (abaixo da mama) é o mais utilizado devido à praticidade, baixo risco e bons resultados. A cicatriz é facilmente camuflável e esteticamente aceitável. A cicatriz pela areola (periareolar) só pode ser realizada para pacientes com o tamanho adequado das areolas, e essa cirurgia também pode diminuir o tamanho das areolas concomitantemente ao implante das próteses. Essa incisão pode comprometer uma amamentação futura. A cicatriz nas axilas também fica bem camuflada, mas a cirurgia tem mais dificuldade de descolamento do polo inferior das mamas, além de poder lesar um dos linfonodos mais importantes para o tratamento de cancer de mama, caso se desenvolva depois da cirurgia. Vale ressaltar que a prótese de mama não aumenta o risco de desenvolver cancer de mama.

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3) Quais os tipos de prótese de silicone posso usar?

Um grande avanço ocorreu na qualidade dos implantes mamários nos últimos anos. Os implantes têm diversas formas e revestimentos. O silicone (dimetilpolisolixano) é bastante seguro para uso médico. As próteses são de gel de silicone coesivo, revestidas de diversas formas (lisa, texturizada ou poliuretano). Quanto ao formato, podem ser redondas ou ovais; também variam quanto à projeção (baixa, media ou alta projeção) e perfil (natural ou alto). A escolha da prótese deve ser feita com base na indicação do cirurgião e desejo da paciente.

 

4) Em que posição fica a prótese?

O mais comum é logo abaixo da glândula (subglandular ou retroglandular). Outra opção é abaixo da fáscia do músculo peitoral maior (fascia é uma “capa protetora rígida sobre o músculo”).

Por último, e não menos importante, é o plano submuscular ou retromuscular: o implante fica atrás do músculo peitoral maior. Essas opções variam de acordo com cada caso e com a opção e experiência de cada profissional.

Converse com seu cirurgião.

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5) Vou poder amamentar no futuro?

Como o implante é colocado atrás da glândula, esta é mantida íntegra. Não há, portanto, dificuldades para amamentar. No entanto, como a medicina não é uma ciência exata, há casos em que pacientes relatam certa dificuldade na amamentação. Convém ressaltar que pacientes que ainda vão ter filhos devem evitar, se possível, colocar o implante pela aréola, devido ao risco maior de lesar os ductos da lactação. Em geral não há qualquer prejuízo na lactação. São bem diferentes os casos onde há, além da colocação do implante, a retirada da flacidez da pele, resultando em cicatrizes maiores e maior risco de prejuízo na lactação.

 

6) É verdade que a prótese tem prazo de validade de 10 anos?

Dez anos é, realmente, muito tempo. Esse tempo é considerado ainda a vida útil do implante. No entanto, devido a grandes avanços tecnológicos, observamos, com grande frequência, implantes com mais de 10 anos, sem nenhuma alteração. Nesses casos recomenda-se apenas acompanhamento. O que ocorre muitas vezes é, após 10 anos, alguma alteração corporal que necessite de cirurgia complementar (ex: flacidez das mamas). Realmente difícil imaginar que nada vai mudar em 10 anos, não?

 

7) Prótese de silicone causa câncer ou outras doenças?

Já está mais do que provado que o implante não causa câncer de mama. A relação com outras doenças também nunca foi definitivamente comprovada. Aliás, a única relação talvez existente, seja que a paciente com prótese se torne mais rigorosa quanto aos exames, detectando lesões tumorais em estagios até mais iniciais. Tal informação ainda carece de comprovação cientifica, mas faz todo sentido. Prótese de silicone não causa câncer.

 

8) Prótese de mama atrapalha a realização de mamografia e outros exames preventivos da mama?

Os exames preventivos da mama são realizados da maneira usual. As técnicas de mamografia foram aprimoradas e adaptadas para essa nova realidade. Lesões suspeitas, assim como o estado da prótese são muito bem avaliadas pela ressonância magnética. A prevenção e detecção precoce de doenças mamárias não serão afetadas pela prótese.

 

9) Em quanto tempo posso esperar o resultado definitivo?

É muito importante ter paciência no pós- operatório. Os tecidos devem ter o tempo que precisam para uma complete cicatrização. O resultado pode ser considerado definitivo, após 6 meses. No entanto, alterações na cor da cicatriz (clareamento), alterações de sensibilidade da mama e outras podem ainda requerer mais tempo para melhorar. Não compare o seu resultado e sua evolução com os da amiga. Nem tampouco fique ansiosa com comentários do tipo: “o de fulana não foi assim”. Cada pessoa é uma entidade única e responde de maneira diferente a procedimentos diferentes. Tenha paciência e tire suas duvidas apenas com seu médico.

 

10) Quais os cuidados no pós-operatório?

Muito importante observar as restrições que serão impostas, que, aliás, não são muitas. O mais importante é evitar movimentos muito amplos com os braços, não pegar peso e usar o sutiã cirúrgico religiosamente pelo period indicado.

 

11) Tenho as mamas muito “afastadas” e gostaria que ficassem “juntinhas”. O silicone faz isso?

“Parcialmente”. O resultado dessa cirurgia depende bastante da estrutura da paciente. Mamas “lateralizadas” ou “afastadas” não sofrem mudanças muito radicais. Nesses casos, usamos próteses com base mais larga e projeção mais baixa, tentando minimizar esse quadro. Não corrige totalmente.

 

12) Quais os riscos da cirurgia de implante mamário?

Apesar de ser considerada uma cirurgia limpa, de baixo risco e bons resultados, não estamos totalmente isentos de complicações e evoluções desfavoráveis. Nenhum procedimento cirúrgico é isento de riscos. Citaremos abaixo as complicações mais comuns (apesar de raras)

Infecção: Toda vez que a integridade da pele é quebrada, existe o risco teórico de germes crescerem ali. Rigorosos cuidados de assepsia são sempre tomados. No entanto, apesar de muito raros, existem casos de infecção na ferida cirúrgica e no implante. Em geral os implantes devem ser removidos e recolocados após tratamento específico.

Hematoma: Acúmulo de sangue ao redor do implante. Quando volumoso, é necessário reoperação para limpeza, pois existe alto risco de evoluir para contratura capsular. (contratura: veja abaixo)

Seroma: Acúmulo de líquido claro, não sanguinolento ao redor do implante. É uma reação que pode até ser considerada normal, dependendo da quantidade. Na maioria das vezes, requer apenas observação e seguimento de rotina. Resolve-se com o tempo.

Assimetrias: Quase todas as mulheres têm mamas diferentes, em maior ou menor grau. É esperado que algum grau de assimetria (pouco perceptível na maioria) persista. No entanto, por fatores como falta de repouso no pós-operatório, planejamento cirúrgico insuficiente ou alterações anatômicas individuais, podem ocorrer assimetrias mais perceptíveis. Todo cirurgião plástico está habilitado para prevenir e tratar tais resultados indesejados.

Cicatriz inestética: A cicatrização é um fenômeno ainda não completamente entendido pelo homem. Conhecemos as regiões, formas de incisão, locais de incisão e biotipo que evoluem com maior ou menor risco de cicatriz inestética. No entanto não as controlamos. Cicatriz fininha, lisa, pouco perceptível, camuflável por roupas de banhos e vestimentas íntimas é o nosso objetivo maior! Infelizmente, sabemos que não ocorre em todos os pacientes. Alguns fatores influenciam a evolução cicatricial: repouso após a cirurgia, raça (negros e asiáticos tem maior risco de evolução desfavorável), local da cicatriz, tensão na área operada, dentre outros. Converse com seu médico sobre o melhor local para posicionar sua cicatriz. O termo “queloide” é erroneamente utilizado por leigos para definir qualquer cicatriz inestética. Esta condição médica ocorre em áreas traumatizadas (por cirurgia, queimadura ou outro trauma) onde há crescimento de tecido cicatricial de forma exuberante e desordenada, extrapolando muito as margens da incisão, A maioria são “cicatrizes hipertróficas” que, apesar de “altas” e “duras” sempre respeitam as margens da incisão, não crescendo além das mesmas. O tratamento de ambas é muito diferente.

Contratura capsular: Formação de uma cápsula ao redor do implante que, em maior ou menor grau, deforma o implante e pode tornar-se visível ou causar desconforto. Em geral desenvolvem-se mais tardiamente. Não se sabe ao certo a causa desse desfecho desagradável, mas está relacionada à resposta do organismo ao corpo estranho (prótese). Graus leves podem ser apenas acompanhados e casos mais avançados necessitam troca do implante e troca da posição do mesmo. A melhora tecnológica significativa dos materiais em uso diminuíram muito este problema, mas não o extinguiu.

Risco anestésico: A anestesia evoluiu impressionantemente nos últimos anos. No entanto, longe estamos de afirmar que é ISENTA de riscos. Os riscos são muito baixos, principalmente se realizada por profissionais experientes e em ambiente preparado para identificar e tratar uma complicação anestésica. A máquina não substitui o homem.

 

13) “Minha amiga fez e ficou ótimo! Vai ser assim para mim também?”

São muitas as pacientes que chegam com imagens (ao menos na mente) de resultados de outras pessoas, já com o volume da prótese decidido, baseadas na opinião de colegas. Esse é um erro muito comum, pois, para avaliar o resultado final e volume a ser implantado, fatores como amamentação prévia, volume mamário anterior, porte físico, espessura da pele e dimensões do tórax devem ser considerados. Outros fatores como tipo de pele, estrias, substituição da glândula por gordura e cuidados no pós-operatório são determinantes no resultado final. Por isso, tenha sempre em mente o que repetimos incansavelmente: “cada caso é um caso” e somente a experiência do profissional, aliada a uma conversa detalhada com a paciente, podem conciliar o sonho da mesma com a ciência do cirurgião.

 

Antes de operar, informe-se!